Pesquisa Técnica

Meios de Pagamento: adquirente, gateway e como se relacionam

Uma pesquisa sobre o ecossistema de pagamentos digitais no Brasil.

Roberto Fuganholi | Maio de 2026
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O que é um adquirente

Quando você passa o cartão numa maquininha ou digita os dados num site, alguém precisa verificar se aquele cartão tem limite, se está ativo e se o banco do dono vai autorizar a cobrança. Esse alguém é o adquirente.

O adquirente é uma instituição financeira credenciada pelo Banco Central que se comunica diretamente com as bandeiras (Visa, Mastercard, Elo) e com o banco do portador para aprovar ou recusar cada transação. Após a aprovação, é também ele quem repassa o valor ao estabelecimento, descontando sua taxa de serviço (o MDR), dentro de um prazo que varia de D+1 a D+30 dependendo do tipo de cobrança.

No contexto da Smart Fit: a cada mensalidade cobrada no cartão de um aluno, o adquirente valida a transação junto ao banco, confirma a aprovação e agenda o repasse do valor para a Smart Fit. Sem essa etapa, nenhum pagamento eletrônico chega ao destino.

Responsabilidades

Credenciar o estabelecimento para aceitar cartões

Capturar, processar e liquidar a transação

Repassar o valor ao estabelecimento (D+1 a D+30)

Gerenciar chargebacks e disputas

Exemplos no Brasil
Cielo Rede Stone GetNet

Fonte: Banco Central do Brasil: Lei nº 12.865/2013 e Circular BCB nº 3.885/2018

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O que é um gateway de pagamentos

O gateway é o intermediário tecnológico entre a plataforma e o adquirente. Quando um aluno assina um plano no app da Smart Fit, os dados do cartão não vão direto para o banco: eles passam primeiro pelo gateway, que os criptografa no padrão PCI DSS, decide qual adquirente tem a melhor taxa disponível naquele momento e encaminha a transação. Em milissegundos, a resposta volta pelo mesmo caminho.

Existe ainda uma variação importante: o subadquirente. Diferente do gateway puro, ele não é só um intermediário tecnológico. O subadquirente assume também a função financeira do adquirente, tendo credenciamento próprio junto às bandeiras. Isso significa que a plataforma fecha contrato com uma única empresa, que cuida de tudo: criptografia, roteamento, autorização junto às bandeiras e repasse financeiro. Iugu, PagSeguro e Mercado Pago são exemplos que funcionam assim no Brasil.

Comparativo

Gateway puro

Faz o roteamento tecnológico e a criptografia dos dados, mas depende de um adquirente separado para processar e liquidar a transação. A plataforma precisa de contrato com ambos.

Braspag Adyen

Subadquirente

Reúne numa só solução o que o gateway e o adquirente fazem separado. A plataforma integra apenas o subadquirente e ele cuida do resto: criptografia, roteamento, autorização junto às bandeiras e repasse financeiro.

Iugu PagSeguro Mercado Pago

Fonte: bagy.com.br/blog/gateway-de-pagamento | PCI Security Standards Council (pcisecuritystandards.org)

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Como esses elementos se relacionam

O adquirente e o gateway não competem, eles se completam. O gateway cuida da parte tecnológica do fluxo: recebe os dados, criptografa e decide o melhor caminho. O adquirente cuida da parte financeira: fala com a bandeira, consulta o banco do portador e autoriza ou recusa. Quando os dois estão separados, a plataforma precisa contratar e integrar os dois. Quando um subadquirente entra no lugar, ele absorve os dois papéis numa única integração.

Toque em cada etapa para entender o que acontece

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✓ Você explorou todas as etapas do fluxo

No modelo com subadquirente, o fluxo é mais curto porque uma etapa foi absorvida internamente. Para a plataforma, isso significa menos integrações, menos contratos e menos pontos onde algo pode dar errado numa transação. Para o time de suporte, significa que todos os dados de uma transação, da captura ao repasse, estão centralizados num único parceiro.

Fonte: Banco Central do Brasil | bagy.com.br | pcisecuritystandards.org